FALANDODOFIM
domingo, 11 de março de 2018
sábado, 12 de julho de 2014
VIOLADOR
DO SABADO
Jesus
Cristo – Os inimigos de Cristo viviam a espreitá-lo, buscando motivo por que O
acusar. Finalmente, parece terem encontrado um – o não respeitar o descanso
sabático. A reação do “Senhor do Sábado” ante tal alegação é o tema que este
artigo aborda.
No próprio
coração do decálogo, há um mandamento cuja solenidade e importância ressaltam
dos próprios termos em que vem expresso: “Lembra-te do dia de Sábado, para o
santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é
o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho,
nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o
forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os
céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por
isso o Senhor abençoou o dia de Sábado, e o santificou”. Exodo 20:8-11
Respeito
Extremo e Choque Certo
Nos
dias de Cristo, o respeito a este mandamento da parte dos chefes religiosos,
ultraconservadores, era extremo. Como não poderia deixar de acontecer, o Mestre
muitas vezes entrou em choque com eles em razão de Sua atitude quanto à
observância sabática.
O mishnah,
coleção de antigas leis tradicionais do judaísmo, por exemplo, alinha 39 espécies
de trabalhos que, na determinação dos líderes religiosos, não se podia realizar
no Sábado. Entre tais se proibiam: atar ou desatar um nó, escrever até duas
letras do alfabeto ou apagar um espaço que permitisse escrever duas letras,
acender ou apagar fogo, percorrer distância superior a aproximadamente 1 km,
etc. Considerava-se também transgressão olhar para um espelho dependurado numa
parede. Um ovo que uma galinha botasse no Sábado podia ser vendido a um
não-judeu, e este podia ser contratado para acender uma lâmpada ou o fogo neste
dia. Era considerado pecado pecado o expectorar sobre a relva pois isto
implicaria irrigação de plantas. Não se permitia transportar um lenço aos
sábados, a menos que tivesse uma das pontas cosida à roupa. Nesse caso não mais
seria tecnicamente um lenço, e sim uma parte do vestuário.
Os rabis
judaicos faziam absoluta questão dessas normas com todas as minúcia, e ao
realçarem dessa maneira uma religiosidade negativa, baseada em proibições
desmedidas, magnificavam as formas exteriores em detrimento de sua substância
espiritual.
Na
concepção daquele povo escravisado pelo legalismo de seus dirigente, o Sábado
não servia ao propósito para o qual fora inicialmente designado, ou seja –
conceder ao homem uma oportunidade de comunhão mais plena com seu Autor pela
dedicação de tempo à Sua adoração. Em vez de ser o memorial da Criação,
tornou-se uma recordação semanal da implacável autoridade, egoística e
arbitrária, dos escribas e fariseus. Desse modo, Deus não poderia ser realmente
honrado.
Validade
da Acusação em Debate
A
Bíblia revela que a acusação assacada a Cristo foi das mais graves, tendo em
vista a importância que os judeus, zelosos de suas tradições, atribuíam àquele
dia.
Acusavam-nO de que “violava o sábado.” (conf. João 5:18)
O que nos interessa nesse estudo é examinar pormenorizadamente tal acusação a
ver se teria sido válida. Ainda hoje há quem dela se prevaleça para justificar
certas atitudes quanto ao quarto mandamento da Lei de Deus. A análise de alguns episódios bíblicos que revelam o
comportamento do Senhor no Sábado, expõe o grande ódio que contra Ele nutriam
os acusadores, e traz em cena um Mestre sempre argumentando em defesa própria
ou na de Seus discípulos, desmascarando, por outro lado, a hipocrisia e falsa
hermenêutica dos pretensos “interpretes da lei” de Seu tempo.
No
capítulo 12 do Evangelho de Mateus e capítulos 2 e 3 de São Marcos, por
exemplo, encontram-se dois relatos em que Cristo se vê sob a mira acusatória
dos fariseus. O primeiro caso passa-se no campo aberto. O segundo, dentro da
sinagoga, o próprio baluarte daqueles que se julgavam guardiões dos preceitos
divinos.
Certo
Sábado, os discípulos caminhavam pelas searas, colhendo espigas e comendo dos
seus grãos. Tal ato seria considerado perfeitamente lícito em qualquer outro
dia da semana porquanto a legislação israelita previa que se alguém estivesse
esfaimado, poderia adentrar-se nos campos cultivados e prover-se da alimentação
que lhe fosse acessível. Não tinha, contudo, o direito de levar quantidades do
alimento colhido (ver Deuterenômio 23:24e25). Os discípulos – explica a Bíblia
– estavam com fome e exerciam esse direito naquele dia quando foram assim
surpreendidos pelos fariseus.
Indignados, dirigiam-se a Cristo nos seguintes termos: “Eis que os teus
discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de Sábado”. – Mateus 12:2
È
interessante observar aqueles pobres “moralistas” tentando relembar ao próprio
Autor da Lei, as suas estipulações. A resposta de Cristo representa um desafio
ao conhecimento que julgavam Ter do texto sagrado: “Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome?
Como entrou na casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhe
era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos
sacerdotes ? Ou não lestes na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo
violam o Sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: Aqui está Quem é maior que
o templo. Mas se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não holocaustos,
não teríeis condenado a inocentes. Porque o Filho do homem é senhor do Sábado”.
Mateus 12:2
“E
acrescentou: O Sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por
causa do Sábado.” – Marcos 2:27
Elementos
de Defesa
Consideremos
alguns elementos da defesas pronunciada por Aquele que mesmo hoje é nosso
“Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo” – I João 2:1 e que como tal
ainda está perante o trono de Deus e “pode salvar totalmente os que por Ele se
chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” – Hebreus 7:25 :
Casa
de Deus
Jesus
refere-Se a um acontecimento dos dias de Davi, quando este era perseguido pelo
rejeitado rei de Israel, Saul. Nessa época o maravilhoso templo de Jerusalém,
sede do culto e da religião judaica, não estava ainda edificado. Essa sede era
constituída pelo tabernáculo, a “casa de Deus”,
cabana transportável onde se processavam os ritos sacramentais (I Samuel
21:1 a 15 ).
Pães da Proposição
Embora
aqueles pães sagrados não tivessem a função específica de alimentar pessoas
famintas e só devessem ser comidos pelos sacerdotes no recinto do santuário,
não estaria de acordo com os princípios divinos de misericórdia deixar um homem
padecer fome não permitindo que se utilizasse do alimento que aqueles pães, de
aplicação ordinariamente litúrgica, podiam oferecer. Por certo foi tendo em
vista esse princípio elevado que o sacerdote
Abiatar abriu uma exceção no caso de Davi, no que teve,
como Cristo indica por Seu comentário, plena aprovação do Céu. Aplicaria,
assim, o princípio exposto pelo profeta Samuel algum tempo antes, ao condenar a
apostasia do rei Saul: “Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e
sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar,
e o atender melhor do que gordura de carneiros”. I Samuel 15:225. Ao dizer:
“Misericórdia quero, e não holocaustos” , Jesus repetia a profunda verdade
proferida por Samuel, a qual ecoa através das eras, repetida que foi por vários
profetas que se lhe seguiram na História de Israel . (ver Salmo 51:16-19;
Oséias 6:6; Miquéias 6:6-8)
Os sacerdotes (...) violam o Os sacerdotes
Sábado”.
O
raciocínio do Senhor neste passo é muito claro: : se Seus discípulos estavam
profanando o Sábado por colherem espigas para comê-las a seguir ( o que era
perfeitamente legal), então os atos dos sacerdotes ao cumprirem sua função
religiosa no templo ( e faziam sacrifícios em dobro nesse dia, conf. Numeros 28:9) representariam também
transgressão.
Caso
por suas palavras, Cristo estivesse afirmando que os sacerdotes desrespeitavam
o mandamento, então realmente se poderá concluir que Deus deu ao povo uma lei
santa ordenando a santificação do Sábado, para depois transmitir a Moisés outra
lei eclesiástica que resultaria em violação semanal da primeira. Seria um Deus
assaz confuso. É evidente, porem, que o uso da palavra “violam” deve aqui ser compreendida no contexto
daquela controvérsia, e a referência de
Cristo aos sacerdotes foi simplesmente como ilustração da declaração que pouco
depois faria: “Lógo é lícito fazer bem, aos sábados. (vs-12).”
“Quem é maior que o templo”
-
O
templo simbolizava as formas de culto ali realizadas (os “holocaustos”), e
“Quem é maior”, o verdadeiro espírito de adoração que os judeus perderam de
vista (a misericórdia”). Preocupavam-se
mais com suas exterioridades.
“Senhor do Sábado” -
Além
de ser “maior que o templo” Cristo ainda declara-se “Senhor do sábado”,
assinalando que tanto o Sábado como o templo foram ordenados para o serviço do
homem, não para terem domínio sobre ele. O homem não fora criado a fim de que
houvesse alguém para adorar no templo e observar o Sábado; antes, estas duas
instituições deviam servir ao homem.
No Sábado: Curar ou Matar?
O
episódio seguinte ocorreu na sinagoga onde os inimigos de Cristo se encontravam “adorando” a Deus, embora essa
“adoração” fosse bastante estranha naquela oportunidade. Ali estavam na
expectativa de testemunharem um milagre de Cristo – O próprio Deus feito carne
a Quem as cerimônias da religião de Israel apontavam – “com intuito de
acusá-lo” – Mateus 12:10. E quando o Senhor Se dirigiu a um homem de mão
ressequida, os fariseus apressaram-se em interrogar: “È lícito curar no
Sábado?”
Cristo
não responde de imediato. Antes, retribui-lhes a interpelação com algumas
outras perguntas que lhes pareceram muito embaraçosa. Com base nos textos dos
evangelistas Mateus e Marcos, consideremo-las:
1-)
“Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num Sábado esta cair
numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali?” – Mateus 12:11
2-)
“Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? – Mateus 12:12”
3-)
“É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la?” –
Marcos 3:4
O
ato de misericórdia que os chefes judaicos permitiam se cumprisse em relação a
um animal caído numa cova no Sábado, não queriam que se aplicasse a uma pessoa
enferma. Isso demonstra o absurdo e estreiteza da regulamentação rabínica. No
primeiro caso estaria envolvido num
prejuízo financeiro, mas, como tornou claro Jesus – “um homem vale muito mais
do que uma ovelha.” - Mateus 12:12
A
falsa concepção da observância do dia do Senhor por parte dos mestres judeus
tornou-se ainda mais patente quando Jesus lhes indagou sobre a opção – “fazer
bem ou fazer mal”, “salvar a vida ou tirá-la” naquele dia sagrado. A Bíblia diz
que os acusadores de Cristo tramavam intimamente a Sua morte, pois ao saírem
dali “conspiravam logo com os herodianos, contra Ele, em como Lhe tirariam a
vida” (Marcos 3:6).
Em
contraste com mais sentimentos, a atitude do Salvador foi de misericórdia
cabal, não só para com o doente como para com Seus próprios adversários:
“Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza dos seus corações,
disse ao homem: Estende a tua mão. Estendeu-a , e a mão lhe foi restaurada”.
Marcos 3:5. Sobre isto, diz abalizado comentário do Novo Testamento: “Quando
Jesus Se voltou para os fariseus com a pergunta se era lícito no dia de Sábado
fazer bem ou mal, salvar ou matar, pôs-lhes diante os próprios maus desígnios
deles. Estavam-Lhe dando caça à vida com ódio acerbo, ao passo que Ele salvava
a vida e trazia felicidade às multidões. Seria melhor matar no Sábado, como
estavam planejando, do que curar o aflito, com fizera Ele? Seria mais justo ter
o homicídio no coração durante o santo dia de Deus, que amor para com todos os
homens – amor que se exprime em atos de misericórdia?” – E.G.White, O Desejado
de Todas as Nações, p. 209.
Violava ou Engrandecia?
O
mandamento do Sábado em vez de ser uma bênção, tornara-se uma carga
insuportável devido às esdrúxulas exigências dos rabinos.
Cristo
não violava o Sábado, pois se o fizesse, não teria condições de afirmar
posteriormente: “Também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu pai, e no Seu
amor permaneço”. João 15:10. Tampouco poderia Ter feito a afirmação seguinte,
acompanhada de inperativa recomendação; “Não pensem que eu vim acabar com a Lei
de Moisés e os ensinos dos profetas.não vim acabar com eles, e sim lhes dar o
verdadeiro sentido. Lembrem-se disto: Enquanto o céu e a Terra durarem, nada
será tirado da Lei – nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o
fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor
mandamento e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino
do Céu. Por outro lado, quem obedecer à Lei e ensinar os outros a fazer o
mesmo, será grande no reino do Céu”. –
Mateus 5:17-19 (B.L.H.)
Prossegue
o comentário já citado: “Na cura da mão mirrada, Jesus condenou o costume dos
judeus, e colocou o quarto mandamento no lugar que Deus lhe destinara. “è (...)
lícito fazer bem nos sábados, declarou Ele. Pondo à margem as absurdas
restrições dos judeus, Cristo honrou o Sábado, ao passo que os que Dele se
queixavam estavam desonrando o santo dia de Deus”. – E.G.White, Ibidem.
Uma
das profecias messiânicas, emitida por Isaías cerca de 700 anos antes, aponta a Cristo dizendo: “O Senhor Se agradou à causa da justiça Dele: engrandecerá Ele a
lei, e a fará ilustre”. Isaías 42:21, (Versão Trinitária).
Cristo
cumpriu esta profecia. Engrandeceu a Lei em seu sermão no monte, aplicando seus
princípios aos motivos íntimos do coração e não só aos atos exteriores (ver
Mateus 5:17,20 e 21). Acima de tudo, porém, Ele a engrandeceu por vivê-la
integralmente em Sua vida, que representava a própria justiça da lei encarnada.
Aos que o invectivavam, pôde exclamar sem temer contestação : “Qual de vocês
pode provar que Eu tenho algum pecado?” João 8;46 (B.L.H.).
È importante
notar que todo o conflito de Cristo com os opositores não era quanto a validade
da guarda do sétimo dia, mas quanto à validade de sua legislação sobre a guarda
desse dia (a maneira de guardá-lo).
Ele realmente violou o Sábado, porém não
aquele por Ele próprio estabelecido no Édem, pelo que é “Senhor do Sábado”.
Violou o Sábado falsificado dos fariseus sobre quem declarou: “Vocês abandonam
o mandamento de Deus e obedecem aos ensinos dos homens. Vocês conseguem sempre
um jeito de pôr de lado o mandamento de Deus para seguir os seus próprios
ensinos”. Marcos 7:8 e 9. (B.L.H.).
Leitor
amigo: ainda hoje já falsificação dos mandamentos de Deus, assim como aqueles
que antepõem tradições humanas ao “assim diz o Senhor” das Escrituras. E o
quarto mandamento, que ordena, “Lembra-te do dia de Sábado...” tem sido, mais
do que qualquer outro, alvo de tal adulteração. Não se deixe levar pelas
tradições dos religionistas de nosso tempo. Siga, ante, o exemplo de Jesus que
“segundo o Seu costume” ia cada Sábado à casa de oração adorar o Pai celeste.
(ver Lucas 4:16 e 6:6)
TERCEIRA
GUERRA MUNDIAL
Amós 3:7 – Certamente o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos os profetas.
Primeiramente
consideremos o princípio Adventista de interpretação bíblica: Literalmente, a não ser que haja
evidência de que seja o texto considerado seja uma parábola.
O
mundo inteiro se envolverá em Ruína
Anjos
acham-se hoje a refrear os ventos das
contendas, para que não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua co
ndenação vindoura> mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper
sobre a Terra> e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos , haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever . – Ed, 1798 (1903)
A profecia do Salvador
relativa aos juízos que deveriam cair sobre Jerusalém há de ter outro
cumprimento, do qual aquela terrível desolação não foi senão tênue sombra. Na
sorte da cidade escolhida podemos contemplar a condenação de um mundo que
rejeitou a misericórdia de Deus e calcou a pés a Sua lei.-GC,36 (1911).
Satanás
mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angustia final. Ao
cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas,
ficarão às soltas todos os elementos de contenda. O mundo inteiro se envolverá em
ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade. – GC,
614 (1911).
*Usando
o princípio adventista de interpretação, sempre literal, quando não há
evidencia de linguagem figurada (parábola), o texto acima por si só já é
esclarecedor e concludente, a não ser que
queiramos colocar em descrédito o Espírito de Profecia.
O mundo está excitado pelo
espírito de guerra. A profecia do capítulo 11 de Daniel atingiu quase o seu
cumprimento completo. Lógo se darão as cenas de perturbação das quais falam as
profecias. 3TS-283
Certamente
a Sra. White não estava se referindo a uma guerra qualquer, mas uma guerra de
proporções consideráveis que de tal monta, comprometa o destino da humanidade,
ou ameace fazê-lo.
A citação acima de 3TS-283
foi escrita pela Sra. White no século 19, e deste então não pudemos ver uma
guerra que mereça menção especial como a
do capítulo 11 de Daniel, e note que a guerra do capítulo 11 termina com a
volta de Jesus ; mesmo porque Jesus ainda não veio.
Qual a amplitude de
tal evento?
Conquanto
nação se esteja levantando contra nação e reino contra reino, não se desencadeou ainda um conflito geral. Ainda os 4 ventos sobre os 4 cantos
da Terra estão sendo retidos até que os servos de Deus estejam assinalados na
testa. Então as potências do mundo hão de mobilizar suas forças para a última
grande batalha. 2TS-369.
Associando
estas predições à instabilidade atual da Economia, e, sabendo que toda grande
guerra foi precedida de crise econômica, lemos sobre a quebra da Economia
Americana em Eventos Finais página 117:
Quando
nossa nação (americana), em suas assembleias legislativas, promulgar leis
que restrinjam a consciência das pessoas quanto aos seus privilégios religiosos, impondo a
observância do Domingo e exercendo poder opressor contra os que guardam o
Sábado do sétimo dia, a lei de Deus será , para todos os efeitos, invalidada em
nosso país, e a apostasia nacional será seguida de ruína
nacional.
Com a
inteligação atual da Economia Mundial funcionando 24 horas em todos os fusos
horários não é difícil prever o efeito
dominó que a quebra dos EUA irá provocar na Economia em geral. Se uma crise em
pequenas proporções como a que ocorreu
na Crise Asiática chacoalhou o mundo, imagine uma crise Americana. Considere
também que o Japão está estagnado há anos e a Europa também está em situação
difícil. Daí não é dificil imaginar o
que irá ocorrer, que já foi antevisto pelos profetas bíblicos e pelo Espírito
de Profecia.
JEREMIAS - Capítulo 4 – uma cena
de guerra atual
Algumas
profecias tiveram aplicação não somente em algum tempo no passado, mas num
refluxo da história terão também uma aplicação nos dias finais. Exemplo: Mateus
24: 15-28
Note bem Jeremias 4
especialmente nos versículos 11, 20, 23, 26, 27, 28 e30.
É
sabido que Jeremias escreveu sobre a submissão do povo judeu ao IMPERIO
BABILONIO que estava surgindo ano
norte, mas num refluxo da história os versículos acima são por demais
significativos para aquela época e nada
têm a ver com a forma de destruição dos armamentos da época , nem tampouco com
a dramaticidade dos versículos citados acima.
Vejamos:
Versículo
11 – Vento abrasador que assopra. ( Sugere explosão nuclear ) Compare com II Pedro 3:10-12.
Versículo
20 – A Terra toda destruída – ídem
Versículo
23 - Olhei para a terra, e ei-la sem
forma e vazia.
Versículo
26 – Cidades derribadas.
Versículo
27 - ... porém não consumirei de todo
(bombas localizadas)
Versículo
28 - Os céus acima enegrecerão (nuvens
radioativas)
Versículo
30 - Agora ó assolada ... te
vestes de escarlate.
Observe atentamente os
versículos 28 e 30 que eles nos remetem
para o Apocalípse 16:10 – (Quinta praga – Trevas)
Derramou
o quinto anjo a sua taça sobre o trono
da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a lingua
por causa da dor que sentiam. Apocalipse 16:10.
As únicas trevas que provocam dor são as chuvas
radioativas que sucedem a uma explosão nuclear e que provocam câncer e úlceras malignas.
Note
que no versículo 3 o profeta JEREMIAS diz que “a assolada” se veste de escarlate (a côr do Vaticano), e Apocalípse 16:10 também está falando do
vaticano (trono da besta).
PROFETAS JOEL
E AMÓS – UMA
CORROBORAÇÃO IMPRESSIONANTE
Impressiona
a semelhança da cena caótica que foi vista nas passagens anteriores descritas
pelo profeta Jeremias, agora expostas por Joel
e Amós e citadas no livro EVENTOS FINAIS, páginas 211 e 212:
Os
profetas assim descrevem a condição da Terra naquele tempo terrível:
“E a Terra está triste; ...
porque a colheita do campo pereceu.”
“Todas as árvores do campo se secaram, e a alegria se secou entre os
filhos dos homens.” “ A semente apodreceu debaixo dos seus torrões, os celeiros
foram assolados.” “ Como geme o gado !
as manadas de vacas estão confusas, porque não têm pasto; ... os rios se
secaram, e o fogo consumiu os pastos do deserto.” “Os cânticos do templo
serão gritos de dor naquele dia, diz o Senhor Jeová; muitos serão os cadáveres
em todos os lugares serão lançados fora em silêncio.” Joel 1: 10-12,17 e
20. Amós 8:3.
Comentando
o Espírito de Profecia o texto acima diz o seguinte: Estas pragas não são
universais, ao contrário os habitantes, ao contrário os habitantes da
Terra seriam inteiramente exterminados. Contudo serão os mais terríveis flagelos que já foram conhecidos por
mortais. – GC, 628 e 629 (1911)
Note
que a descrição acima acontece após a Quarta
Praga do
Apocalipse: ...é dado poder ao Sol
para que “abrasasse os homens com fogo. E os homens foram abrasados com grandes
calores. Versos 8 e 9 (página 211-Eventos finais)
Aqui
sim, é usado linguagem figurada, pois o livro do Apocalípse usa este tipo de
linguagem.
O Sol
aqui é somente ilustrativo, senão, note o seguinte:
Caso
realmente o profeta Joel estivesse usando uma aplicação literal com referência
ao astro-rei, e fosse calor solar a que ele estava se referindo, com o
movimento de rotação (que a Terra faz em torno de si mesma) e translação (que a Terra faz em torno do
Sol) exporia toda a superfície terrestre a igual calor e igual intensidade em
todas as partes do nosso planeta.
Mas o Espírito de Profecia
esclarece: Estas pragas não são universais, ao contrário
os habitantes da Terra seriam inteiramente exterminados. Com certeza não são causas
naturais, isto está óbvio.
Não
tenham dúvidas quanto a estes eventos: explosões
nucleares esparsas.
ATAQUES NUCLEARES –
MEDIDAS DE PRECAUÇÃO
Se há
razões fundadas para prever um ataque atômico, toda pessoa deve ficar no lugar
que lhe dite seu dever e cumprir as tarefas de que foi incumbida. Todavia, pode
ser conveniente que as mulheres e as crianças vão morar no campo, longe de
cidades importantes ou de fábricas e outros objetos militares que seriam os prováveis alvos de ataques atômicos.
Quando há perigo iminente de ataque atômico, é conveniente, se se trabalha ao
ar livre, vestir roupa não justa, de cor clara, que cubra braços e pernas. Usar
chapéu de aba larga.
Em
certos países em que se vive sob a ameaça nuclear, os governos, as
municipalidades, as escolas, as fábricas e mesmo as famílias, preparam refúgios
subterrâneos providos de diversos alimentos enlatados, água em recipientes
fechados (de metal ou de plástico, pois os de vidro poderiam quebrar-se) em
quantidade suficiente para satisfazer às necessidades dos ocupantes
durante umas duas semanas. Os refúgios são providos de portas que se podem
fechar hermeticamente, de um sistema adequado de ventilação, iluminação
elétrica, lampiões, fósforo, abridores de latas, radiotransistor, livros, camas
simples , recipientes de plástico de fecho hermético para guardar resíduos etc.
Dois
dias depois do ataque, os adultos podem sair por breves períodos, tomando as
precauções que se indicam adiante.
ENFERMIDADE POR
IRRADIAÇÃO
Se o organismo humano é submetido a uma
irradiação excessiva, seja no próprio momento das explosão (raios gama,
nêutrons etc.), seja posteriormente pela queda de partículas radiativas, pode
produzir-se uma forma aguda ou uma forma crônica de enfermidade. A aguda começa
antes de haverem transcorido doze horas da explosão com náuseas, vômitos,
diarréia, dor de cabeça, hemorragias pelas mucosas, choque e notável diminuição
dos glóbulos brancos do sangue. Posteriormente há queda do cabelo e dos pelos, e podem acentuar-se
os transtornos do sangue e dos órgãos produtores do mesmo.. Esta forma aguda se
observa especialmente em pessoas que foram submetidas a mais de 500 unidades
roentgem de radiação, dose forçosamente mortal. Se a pessoa foi submetida a uma
400 unidades roentgem, os sintomas são menos intensos e cerca de 50% das
pessoas assim afetadas podem salvar-se. As formas de início mais tardio
manifestam-se em pessoas que receberam menos radiação ( entre 200 e 400
unidades roentgen). Neste caso, os
sintomas aparecem entre os 7 e 28 dias depois da exposição às radiações. Aparecem neste caso lesões na pele
(enrubescimento semelhante ao da queimadura do sol) das partes expostas, mas principalmente
manifestações digestivas, tais como vômitos, inapetência e, poste riormente,
transtornos hepáticos e sanguíneos (hemorragias, diminuição acentuada dos
glóbulos brancos e dos vermelhos). Abaixo de 200 roentgen não falecem. Entre os
200e 400 roentgem, a evolução pode variar de um caso para outro.
QUE FAZER EM CASO DE ATAQUE
DE BOMBA ATÔMICA
a-) Em
caso de ser dado alarma prévio. Se
se está na rua: Dirigir-se ao
refúgio anti-aéreo mais próximo. Para
evitar queimaduras, no caso de não se poder alcançar o abrigo, tomas as
precauções indicadas adiante.
Se se está em casa: Fechar as aberturas
(janelas, portas, persianas etc.). Interromper a corrente elétrica, o gás, e
apagar qualquer fogo. Descer ao refúgio
ou porão, e tomar além disso as precauções que indicamos adiante.
b-) Se
a explosão se verificou sem Ter havido alarma:
Estando na rua: Lançar-se ao solo, dando as costas ao resplendor, se for
possível atrás de uma parede, veículo, montículo de terra ou alguma vala ou
canal etc. Proteger a pele exposta ao ar (mãos, cabeça etc.) de queimaduras, cacos de vidro etc., cobrindo
o rosto com os antebraços e braços flexionados. No campo: refugiar-se
atrás de uma árvore grande.
Estando
em casa:
Refugiar-se atrás de um móvel, longe de
portas e janelas, ou meter-se na cama, cobrindo-se com a roupa da mesma.
Depois do ataque, não sair do refúgio antes de ser
dado aviso de haver passado o perigo.
Para
evitar contaminação radiativa, consumir unicamente alimentos e água guardados
nos refúgios.
PRIMEIROS SOCORROS QUE SE
PRESTARÃO
Quem os
prestar deve proteger-se da mais apropriada forma possível. Sobre a roupa
interior, pôr um cobretudo semelhante ao usado pelos mecânicos ( na falta de outra coisa, cobrir a roupa de
rua com um impermeável ou gabardine bem fechados). Usar meias grossas, com que
se cobrirá a parte inferior das calças. Se for possível, calçar botas e luvas,
preferivelmente de borracha, que cubram as mangas nos pulsos. Usar chapéu (ou
capacete não metálico), cachecol ou echarpe e, se possível, máscara de oxigênio
ou máscara contra gases, ou coisa equivalente. Não levar objetos pessoais que
possam contaminar-se (relógio, chaves, acendedores etc).
PRIMEIROS SOCORROS DAS
QUEIMADURAS
1-)Tomar
as medidas para evitar o choque . Ajuda muito, nestes casos, a hidratação do queimado,
dando-lhe por via oral, em abundância (um ou dois copos por hora), uma solução
que se prepara acrescentando a um litro de água uma colherinha de sal fino, rasa, e meia colherinha de
bicarbonato de sódio. Acalmar a dor.
2-)
Localmente: Tirar a roupa que cobre as queimaduras. Com uma gaze, limpar com
cuidado as regiões queimadas com uma solução suavemente antisséptica (fisoderma
ou zefirão) Se há ligadura esterilizada de celulose ou algodão, coberta em uma
das faces por gaze de trama fechada, pode-se
aplicar diretamente sobre as
queimaduras, mantendo-a em seu lugar com uma bandagem . Não se deve
tirar senão depois de oito dias. Se se dispõe de gaze vaselinada, pode-se
aplicar. No caso de faltar material, pode-se deixar simplesmente a queimadura exposta
ao ar. Entre 40 e 72 horas formar-se-á um coágulo que protegerá a queimadura de
contaminação.
2-)Ministrar
antibióticos para evitar infecção. Pode ser útil ministrar também corticóides
(devivados de cortisona) ou ACTH. Em alguns casos, o médico poderá aplicar
plasma, transfusões etc.
O melhor seria, se a estas
alturas não se estivesse nas cidades como instrui o Espírito de Profecia.
Mas a esta altura Jesus
estará voltando a qualquer momento e a eternidade estará esperando os
bem-aventrados.
DIFERENÇAS
NOTÁVEIS
As
pragas do Israel antigo quando saíam do Egito não são as mesmas pragas do
Apocalípse, nem no número nem nos típos
de pragas. Observe:
PRAGAS DO APOCALÍPSE:
Apocalípse
16 – Primeira Praga – Úlceras malignas
Segunda
praga – Mar transformado em sangue
Terceira
praga – Águas dos rios transformadas em sangue
Quarta
praga – Fôgo – Calor intenso
Quinta
praga – Trevas – (e as pessoas mordiam as linguas de dôr...)
Sexta
praga – Secagem do Rio Eufrates
Sétima
praga – Grande terremoto
PRAGAS DO EXODO:
Primeira
praga – Água em sangue
Segunda
praga – Rãs
Terceira
praga – Piolhos
Quarta
praga – Moscas
Quinta
praga – Pestes nos animais
Sexta
praga – Úlceras
Sétima praga
– Chuva de pedras
Oitava
praga – Gafanhotos
Nona
praga – Trevas
Décima
praga - Morte
Uma prococação:
As
Segunda e Terceira pragas alguns a têm interpretado de maneira literal. Não
encontrei apoio para tanto nem na Bíblia nem nos comentários do Espírito de
Profecia. É bom lembrar que as palavras textuais do Apocalípse não podem ser
levadas a serem entendidas no pé da letra, mesmo porque a própria Bíblia se
explica e água na interpretação do simbolismo
bíblico é também entendida por povos. Então água se transformando em sangue deveria ser entendido como
morticínio, matança.
Eventos
Finais – página 210 –O Espírito de Profecia esclarece: As pragas que
sobrevieram ao Egito quando Deus estava prestes
a libertar Israel, eram de caráter
semelhante aos
juízos mais terríveis e extensos que devem cair sobre o mundo precisamente
antes do libertamento final do povo de Deus.
A
semelhança que aí se refere, certamente diz respeito ao caráter mortífero de
ambas, já que como vimos acima, são diferentes no número de pragas e
nos tipos de pragas.
Preparação
para a crise final – pàgina 122 – A
mesma afirmação acima.
As
pragas do Apocalípse também mostram uma
cena de luta atual,
guerras nucleares esparsas.
Quatro
poderosos anjos detêm os poderes da Terra até que os servos de Deus sejam
selados na frontes. As nações do mundo estão ansiosas por conflitos, mas são
refreadas pelos anjos. Quando for removido esse poder moderador, virá um tempo
de aflição e angústia. Serão
inventados mortíferos artefatos de guerra. Navios com seu carregamento
de seres humanos serão sepultados no grande abismo. Todos os que não
têm o espírito da verdade se unirão sob a liderança de instrumentalidades
satânicas, mas deverão ser mantidos sob controle até que chegue o tempo para a
grande batalha do Armagedom. – 7BC, 967 (1900).
O termo
Armagedom citado no texto do Espírito de Profecia acima
dentro do contexto em que está colocado faz-nos entender os aspéctos de uma
guerra como nós a conhecemos na atualidade. Veja a parte sublinhada. No
entanto, o doutor C. Mervym Maxwell, emérito intérprete dos tempos da Igreja
Adventista, faz uma colocação interessante sobre o assunto a partir da página
443 do Livro UMA NOVA ERA SEGUNDO AS PROFECIAS DO APOCALIPSE em que ele considera o Armagedom não como uma
guerra, no sentido em que é popular e geralmente entendido, mas, na verdade,
uma confluência do mundo comtemporâneo em rumo à Babilônia espiritual do nosso
tempo (Roma). Lembrando que o rio Eufrates corria em direção à Babilônia
histórica do passado e a abastecia de água passando por ela adentrando as suas
muralhas. Se enterdermos que as águas dos rios devem ser entendidas por povos ,
trazendo isto para os nossos dias seria
a convergência mundial dos nossos dias do Apocalípse 13 se cumprindo inclusive
termos da globalização como já é conhecida, e uma pitada muito de suas
doutrinas espirituais (Domingo e imortalidade da alma) que serão acrescentadas
mui brevemente e impostas em nível mundial.Talvez por algum breve momento a
Sra. White tenha se deixado levar pelo entendimento generalizado já de sua
época de que a Terceira Guerra Mundial ou a Última Grande Guerra deveria ser chamada de Armagedom. Mas como
pudemos notar em alguns textos aqui citados, com certeza isto irá acontecer . O
doutor Maxvell também não descarta o
evento, apenas
faz
distinção entre o termo Armagedom e a
Terceira Guerra Mundial. Vejamos:
UMA NOVA ERA SEGUNDO AS
PROFECIAS DO APOCALIPSE – C. MERVYN
MAXWELL – Página 458 último parágrafo continuando na página 459: (As
palavras abaixo são textuais)
A
sétima trombeta (Apocalipse 11:15-18) fala do tempo em que “as nações se
enfureceram” e sobreveio a “ira” de Deus, e em que chegou a hora de
serem destruídos “os que destroem a Terra”. A referência à ira de Deus
situa a profecia no tempo em
que ocorrerá a queda das pragas, pois é nessa ocasião que se “aperfeiçoa” a
ira de Deus. (veja a página 437) O enfurecimento das nações , que durante a
maior parte do tempo já haviam estado em
pé de guerra umas contra as outras, deverá corresponder a um incremento
particularmente notável da malevolência . A frase “os que destroem a Terra”, sugere um conflito
atômico.
Contudo,
esse estado de beligerância internacional pouco ou nada tem a ver, diretamente,
com o simbólico secamento do rio Eufrates, ou com o simbólico Armagedom, os
quais se relacionam com uma situação hostil, mas de espécie diferente. Sob o
“Armagedom” , os reis da Terra são reunidos por espíritos demoníacos, não tanto
para lutarem uns contra os outros, e sim contra o Cordeiro.
P.S. – Pouco antes de
entrarmos... (no tempo de angústia), todos nós recebemos o selo do Deus vivo.
Então eu vi os quatro anjos deixarem de segurar os quatro ventos. E vi fomes,
epidemias e espada, nação se levantando contra nação e o mundo inteiro em
confusão. – 7BC, 968(1846).
“Nas últimas cenas da
história terrestre, grassará a guerra. Haverá epidemias, pragas e fomes. As
águas do oceano transporão seus limites. Propriedades e vidas serão destruídas
pelo fogo e por
CARTA
DE UM POLITICO NORUEGUES
Eu sou um político norueguês e gostaria de relatar sobre os
tempos difíceis que acontecerão a partir de 2008 até 2012.
O Governo norueguês está construindo cada vez mais e mais refúgios subterrâneos. Quando lhes pergunto, simplesmente dizem que é para proteger aos noruegueses.
E quando eu pergunto quando devem terminar as obras, eles respondem “antes de 2011”.
O Planeta X está chegando e a Noruega já começou a estocar alimentos e sementes na área de Svalbard, e eles vão salvar apenas àqueles que são da poderosa elite e aqueles úteis na reconstrução: médicos, cientistas etc.
Quanto a mim, sei que, antes de 2012, irei para a área de Mosjoen, um profundo bunker militar subterrâneo que já tinha sido construído há muito tempo atrás. As pessoas que serão deixadas na superfície irão morrer, enquanto outras não conseguirão ajuda nenhuma. O plano é para que 2 milhões de noruegueses se salvem, enquanto o resto perecerá, o que significa que 2, 6 milhões perecerão na calada da noite sem saber o que fazer.
Eu estou bastante triste. Geralmente, acabo chorando junto a outros que sabem que muitos descobrirão tarde demais e será o fim para eles. O Governo tem mentido ao povo de 1983 até agora. Todos os maiores políticos estão sabendo disso, mas muito poucos dirão a verdade, porque, se contam, morrerão. Mas eu estou pouco ligando para o que vão fazer comigo. As pessoas devem saber disso, a Humanidade e as espécies devem sobreviver.
Todos os governos do mundo foram alertados sobre isso e sabem que vai acontecer, para aquelas pessoas que tiverem condições de se salvarem, eu digo a elas que procurem cavernas, e estoquem ali alimentos para, pelo menos, uns cinco anos, com água potável e comida, pelo menos por um tempo. Pirulas e roupas contra radiação são aconselháveis, se sua condição econômica permite.
Nas últimas horas, sempre digo: Deus nos ajude. Mas nisso Deus não vai nos ajudar, eu sei. Depende de cada um, somente cada um pode fazer a diferença. DESPERTEM, POR FAVOR...!
Eu lhes asseguro que 100% dessas coisas irão acontecer. Há quatro anos para se prepararem para o jogo final. Consiga armas e monte grupos de sobrevivência, onde vocês possam estar a salvo, com comida, por um tempo. Lembrem-se que, aqueles que estiverem nas áreas urbanas em 2012, serão os primeiros a serem atingidos, serão os primeiros a morrer. Depois o exército descontaminará o resto dos sobreviventes, e terão ordem de atirar para matar, se encontrarem resistência e trazê-los aos campos, onde serão marcados com um número e etiquetados.
Isto não virá a público até o derradeiro final, porque os governos não querem criar pânico em massa. Tudo ocorrerá silenciosamente e o governo desaparecerá. Mas eu digo: Não se acomodem esperando o fim, tome precauções para estarem a salvo com suas famílias, juntem-se a outras pessoas, trabalhem juntos para encontrarem as soluções dos muitos problemas que vocês enfrentarão . Mesmo que o Governo nos deixe à nossa própria sorte, NÓS podemos nos salvar, se NÓS trabalharmos JUNTOS. Mas, o tempo está esgotando...
O Governo norueguês está construindo cada vez mais e mais refúgios subterrâneos. Quando lhes pergunto, simplesmente dizem que é para proteger aos noruegueses.
E quando eu pergunto quando devem terminar as obras, eles respondem “antes de 2011”.
O Planeta X está chegando e a Noruega já começou a estocar alimentos e sementes na área de Svalbard, e eles vão salvar apenas àqueles que são da poderosa elite e aqueles úteis na reconstrução: médicos, cientistas etc.
Quanto a mim, sei que, antes de 2012, irei para a área de Mosjoen, um profundo bunker militar subterrâneo que já tinha sido construído há muito tempo atrás. As pessoas que serão deixadas na superfície irão morrer, enquanto outras não conseguirão ajuda nenhuma. O plano é para que 2 milhões de noruegueses se salvem, enquanto o resto perecerá, o que significa que 2, 6 milhões perecerão na calada da noite sem saber o que fazer.
Eu estou bastante triste. Geralmente, acabo chorando junto a outros que sabem que muitos descobrirão tarde demais e será o fim para eles. O Governo tem mentido ao povo de 1983 até agora. Todos os maiores políticos estão sabendo disso, mas muito poucos dirão a verdade, porque, se contam, morrerão. Mas eu estou pouco ligando para o que vão fazer comigo. As pessoas devem saber disso, a Humanidade e as espécies devem sobreviver.
Todos os governos do mundo foram alertados sobre isso e sabem que vai acontecer, para aquelas pessoas que tiverem condições de se salvarem, eu digo a elas que procurem cavernas, e estoquem ali alimentos para, pelo menos, uns cinco anos, com água potável e comida, pelo menos por um tempo. Pirulas e roupas contra radiação são aconselháveis, se sua condição econômica permite.
Nas últimas horas, sempre digo: Deus nos ajude. Mas nisso Deus não vai nos ajudar, eu sei. Depende de cada um, somente cada um pode fazer a diferença. DESPERTEM, POR FAVOR...!
Eu lhes asseguro que 100% dessas coisas irão acontecer. Há quatro anos para se prepararem para o jogo final. Consiga armas e monte grupos de sobrevivência, onde vocês possam estar a salvo, com comida, por um tempo. Lembrem-se que, aqueles que estiverem nas áreas urbanas em 2012, serão os primeiros a serem atingidos, serão os primeiros a morrer. Depois o exército descontaminará o resto dos sobreviventes, e terão ordem de atirar para matar, se encontrarem resistência e trazê-los aos campos, onde serão marcados com um número e etiquetados.
Isto não virá a público até o derradeiro final, porque os governos não querem criar pânico em massa. Tudo ocorrerá silenciosamente e o governo desaparecerá. Mas eu digo: Não se acomodem esperando o fim, tome precauções para estarem a salvo com suas famílias, juntem-se a outras pessoas, trabalhem juntos para encontrarem as soluções dos muitos problemas que vocês enfrentarão . Mesmo que o Governo nos deixe à nossa própria sorte, NÓS podemos nos salvar, se NÓS trabalharmos JUNTOS. Mas, o tempo está esgotando...
PECADOS DO PAPA
Cobiça, corrupção e libertinagem na cúpula da Igreja
assustam fiéis e ameaçam a unidade do cristianismo.
A Igreja Católica vem perdendo
sua autoridade de redentora dos pecados dos homens para converter-se, ela
própria, num antro de perdição. Isso é o que se vê em Roma em nossos dias e,
talvez mais do que nunca, no papado atual. Os últimos papas desviaram-se da
tarefa pastoral para viver como chefes de Estado, movidos a cobiça, corrupção e
libertinagem. Mas o grande exemplo desse descalabro, que amedronta a
cristandade e ameaça a mais coesa religião da Europa, vem do alto do trono de
São Pedro pela figura de Alexandre VI, eleito papa em 1492. Alexandre VI usa
como nenhum outro a influência da coroa papal em benefício de suas paixões
terrenas. Famoso por colecionar amantes e nomear parentes para cargos
eclesiásticos com a facilidade de quem distribui hóstia na missa, Alexandre VI
empenha-se em um único objetivo: concentrar poder nas mãos de sua família.
Prova disso é o modo como protege e ao mesmo tempo manipula os filhos, sempre
visando a conquistas políticas.
A prole do papa espanhol, em si, não é propriamente motivo
de escândalo no ambiente de liberalidade de costumes que se vive em Roma desde
meados do século passado, quando pontífices passaram a assumir os filhos
bastardos nascidos antes da coroação papal. O que torna a crônica religiosa de
nossos dias espantosa é a incansável ambição de Alexandre VI, papa que coloca a
Igreja e a família a seu serviço. No próximo mês, o sumo pontífice abrirá os
salões da fortaleza de Sant`Angelo, seu castelo em Roma, para um baile
grandioso. Segundo o mestre de cerimonial do Vaticano, o papa ordenou que
vários edifícios da Cidade Eterna sejam embandeirados e iluminados. Escadarias
e muradas serão cobertas por tapetes. Espera-se o troar de canhões e bombardas
desde as primeiras horas do dia. O festim foi organizado para comemorar o
anúncio oficial do terceiro casamento de Lucrécia Bórgia, a filha do papa, com
o jovem Alfonso D`Este, herdeiro do ducado de Ferrara.
Terceiro casamento, note-se bem. Celebrar esse
terceiro casamento para a filha está longe de parecer um ato perturbador para o
papa. Ao contrário, é mais uma das suas articulações políticas, coisa que faz
com evidente prazer, mesmo tendo chegado aos 70 anos com saúde debilitada. O
novo matrimônio acontece após as sucessivas alianças de poder do papa terem
sofrido mudanças inesperadas. Com isso, o primeiro casamento de Lucrécia foi
anulado. Já o segundo teve um fim bem mais trágico: o assassínio do esposo. Há
quem garanta que o crime aconteceu no próprio Vaticano, ordenado por César
Bórgia, o filho do papa Alexandre VI cujas demonstrações de valentia o
transformaram em terror de Roma.
Sob o pretexto de proteger a cristandade da expansão
muçulmana, Alexandre VI criou um exercito católico, chamado Santa Liga, do qual
seu filho Cesar foi nomeado comandante.
A utilidade prática da milícia dos Bórgia não é
defender os domínios cristãos, e sim invadir, saquear e intimidar cidades que
pareçam hostis a seu desígnio. César tem-se tornado soberano dessas cidades.
Conquista pela forma as possessões territoriais que Alexandre VI não obtém por
decreto do Vaticano. Já não é segredo em Roma que o papa pretende fazer de seu
filho rei da Itália. Cesar Bórgia, fascinado pelo poder que o pai representa,
não dissimula sequer suas ações criminosas. “Toda noite, quatro ou cinco
pessoas assassinadas são encontradas em Roma”, escreveu o embaixador veneziano
Paolo Capello, insinuando que César Bórgia estaria por trás de cada uma das
mortes.
Colaborando com essa tese, aparece o testemunho
anônimo: “O duque de Valência deu uma punhalada em pleno peito num assistente,
em presença do papa e de numerosos prelados, e como este, indignado, o
repreendesse severamente, o duque ameaçou fazer o mesmo com ele”.
Duque de Valência é o título que Alexandre VI
concedeu ao filho César, depois que este desistiu da tiara cardinalícia que o
pai, redefinindo a palavra nepotismo, lhe havia arranjado. Queria fazer do
filho um cardeal, mas o rapaz achou que
era pouco. Está de fato tendo mais sem a tiara religiosa . As demonstrações de valentia
de César são parte fundamental das histórias que o acompanham. No ano passado,
durante os festejos do dia de São João, vestiu-se de toureiro e, com uma espada
na mão, enfrentou vários touros ferozes em uma arena especialmente construída
para o evento.
O clã do papa espanhol é merecidamente temível, mas
os analistas costumam reconhecer que parte de sua má fama decorre da rejeição
do clero italiano, que tradicionalmente controla a Igreja e não gosta de vê-la
nas mãos da família Bórgia, de origem espanhola. Os melhores empregos da Santa Sé
têm sido ocupados por espanhóis desde a investidura cardinalícia de Alfonso
Borja, tio do atual pontífice e primeiro membro do clã a ser sagrado papa, sob
o nome Calisto III. Entre outros postos de confiança, até a polícia de Roma foi
entregue aos espanhóis. Não é de estranhar, portanto, que o então cardeal
Rodrigo Borja só tenha conseguido ser eleito papa, há nove anos, elevando a
níveis nunca vistos a venda de benefícios eclesiásticos, artimanha amplamente
conhecida pelo nome de simonia.
Há muito que práticas assim vêm abalando o prestígio
da Igreja, com consequências ainda
imprevisíveis. Não se pense, contudo, que Alexandre VI seja a ovelha negra
entre aquelas que têm dominado o Vaticano nas últimas gerações. Houve
escândalos semelhantes anteriormente. Inocêncio VIII (papa entre 1844 e 1492)
teve seu pontificado marcado pela hostilidade com que facções antagônicas
disputavam cargos importantes no Sacro Colégio. Para se ter uma idéia,
Inocêncio atribuiu o título de cardeal a Giovanni de Medici, filho de Lourenço,
o Magnífico, então com apenas 13 anos e provavelmente ainda sem sequer ter
recebido o sacramento da crisma. Seu predecessor, Sisto IV (papa entre 1471 e
1484), fez cardeais quatro membros de sua família, entre sobrinhos e primos.
Autoridades do governo de Roma também eram nomeadas pelo papa, que priorizava
seus familiares. O nepotismo e o comercio de cargos eclesiásticos não são,
portanto, privilégio de Alexandre VI. Como ele, os papas que o antecederam
também ambicionavam fazer do Vaticano uma corte suntuosa. Diga-se a favor de
Sisto IV, no entanto, que ele empenhou dinheiro da Igreja na construção da
Capela Sistina, um marco arquitetônico de nossos tempos, decorada com obras de
pintores como Sandro Boticcelli.
O que se observa, porém, é um incremento nas más
qualidades. Instalado no centro de uma opulenta corte inspirada nos moldes
franceses, onde até a sola dos sapatos de seus privilegiados frequentadores é
feita de brocados preciosos, Alexandre VI sofre acusações bem mais graves do
que as que pesaram sobre outros papas. Além de manter uma ligação amorosa
estável com a bela Giulia Farnese, o papa seria dono de um verdadeiro harém,
desfrutado em conjunto com os próprios filhos. Entre as fantásticas histórias que se contam sobre
a devassidão na casa dos Bórgia, uma é especialmente rica em detalhes. Depois
de um jantar oferecido no Vaticano para cerca de cinquenta cortesãs, estas se
teriam entregado, nuas, a todos os presentes. O papa e Lucrécia acompanhavam
tudo, estimulando as cortesãs a enfrentar um desafio inusitado: transpôr, engatinhando, uma fileira de velas
acesas para apanhar, com a boca, castanhas espalhadas do outro lado do fogo.
Orgias assim seriam rotina nos luxuosos apartamentos dos Bórgia no Vaticano.
As denúncias de hoje soam
particularmente sérias quando comparadas à expectativa que se tinha em relação
a Alexandre VI quando o espanhol assumiu o trono de São Pedro. Na época, foi
saudado com os seguintes versos pelo poeta Delfini: “Roma foi grande com César,
maior ainda o é com Alexandre/ O primeiro era apenas mortal, mas o segundo é um
Deus”. Embora o elogio soe mais como sacrilégio, Alexande tem méritos
incontestáveis. Enquanto os reis católicos Isabel de Castela e Fernando de
Aragão inauguravam a era das perseguições religiosas na Espanha, o papa
protegia judeus, chegando a ser acusado de trair o cristianismo. Seus defeitos,
ironicamente, podem produzir resultados positivos. Ao promover tão ativamente
os interesses de sua família, ele vem reforçando a hegemonia política da Igreja
sobre os Estados Pontifícios, tantas vezes retalhados entre os nobres feudais.
Na qualidade de “senhor do mundo”, detentor de um poder temporal e
espiritual que exerce com tanto gosto, pôs todo o peso de sua autoridade
para intermediar as negociações entre Portugal e Espanha acerca da divisão das
nova terras que estão sendo descobertas.
Alexandre VI é também um incentivador das artes, qualidade tão apreciada nos
dias de hoje entre os poderosos. Contratou Pinturicchio, colorista até então
visto com imitador do célebre Perugino,
para decorar os aposentos de sua família no Vaticano. O protegido do papa
firmou-se como artista com luz própria, embora tenha exagerado um pouco na
gratidão a seu mecenas com o quadro Disputa de Santa Catarina, no qual Lucrécia
aparece retratada com a santa de Alexandria e seu irmão César como o imperador
romano Maxêncio.
Enquanto festeja a união de sua família à casa
Deste, Alexandre VI é alvo de uma campanha difamatória. Uma carta anônima
circula por cidades italianas enumerando os pecados do papa. “O bom pontífice
dedica-se ao amor de sua filha, juntando as pedrarias e jóias vindas de todos
os lados para enfeitá-la com luxo jamais visto no caminho nupcial, puma filha
ligada a ele por um crime imundo”, diz o documento. “Cobrem-se de elogios e de
admiração, mas temem sobretudo o seu filho, o fraticida que de cardeal se fez
assassino e age a seu bel-prazer. Este, à moda turca, está sempre cercado de um
enxame de prostitutas e guardado por soldados armados. A fome do pai e do filho
só se satisfaz com o roubo e só com o sangue humano matam a sede.” O panfleto enumera aquilo que o povo diz
abertamente sobre a família do santo padre mas ninguém, até agora, havia ousado
colocar num pedaço de papel. Conseguirá impedir o casamento de Lucrécia Bórgia
com Alfonso Deste? Alexandre VI está tão
seguro de suas ardilosas manobras que, mais além da festa de noivado, já está
pensando nas bodas. O cerimonial do Vaticano planeja comédias, bailes,
representações alegóricas, corridas, touradas, torneios e até uma batalha
naval. É gente que sabe aproveitar a vida.
Texto tirado da revista VEJA ano 33 nr. 17 – encarte
especial entitulado “A AVENTURA DO DESCOBRIMENTO” da edição da “Comemoração do
Brasil 500 anos” – páginas 66 a 69
PAPA BENTO XVI AFIRMA: MATEUS 28:19 É INVENÇÃO DE ROMA
LIVRO: INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO DO CARDEAL JOSEPH RATZINGER,
(PAPA BENTO 16) 1ª EDIÇÃO, 1968, PÁG. 82-83:
"The basic form of our
(Matthew 28:19 Trinitarian) profession of faith took shape during the course of
the second and third centuries in connection with the ceremony of baptism. So
far as its place of origin is concerned, the text (Matthew 28:19) came from the
city of Rome." The Trinity baptism and text of Matthew 28:19 therefore did
not originate from the original Church that started in Jerusalem around AD 33.
It was rather as the evidence proves a later invention of Roman Catholicism
completely fabricated. Very few know about these historical facts." ---
Introduction to Christianity By Joseph Ratzinger. page 82-83. THE
1968 EDITION.
Tradução:
"A forma básica da nossa profissão de fé
trinitariana (Mateus 28:19) tomou forma durante o curso
dos séculos segundo e terceiro em conexão com a cerimônia de batismo. Medida em
que o seu lugar de origem está em causa, o texto (Mateus 28:19) veio da cidade de Roma."
O batismo da Trindade e texto de Mateus 28:19, portanto, não se originou a partir da Igreja original, que começou em Jerusalém por volta do ano 33. Era um pouco como a evidência demonstra uma invenção posterior do catolicismo romano completamente inventada. Muito poucos sabem sobre estes fatos históricos." --- Introdução ao Cristianismo por Joseph Ratzinger. página 82-83. Edição de 1968.
O batismo da Trindade e texto de Mateus 28:19, portanto, não se originou a partir da Igreja original, que começou em Jerusalém por volta do ano 33. Era um pouco como a evidência demonstra uma invenção posterior do catolicismo romano completamente inventada. Muito poucos sabem sobre estes fatos históricos." --- Introdução ao Cristianismo por Joseph Ratzinger. página 82-83. Edição de 1968.
O Porquê e o Para Quê das Invenções Modernas
Comparando o estado atual
do Rio de Janeiro, São Paulo ou qualquer outra das grandes capitais
brasileiras, com o seu aspecto de menos de um século atrás, como nos
impressionam as incríveis transformações por que têm passado. Os costumes, os
meios de transporte, os recursos em geral dos passados anos, dir-se-iam
sepultados sob os estupendos métodos modernos, frutos desta civilização de que
nos orgulhamos muitas vezes. Ao falar dos avanços tecnológicos ou nas mais diversas áreas do conhecimento,
ficamos estarrecidos. Há alguns anos atrás a Ciência tecnológica demorava 200
anos para dobrar seus conhecimentos. Há algum tempo atrás demorava apenas 5
anos. Provavelmente quando o leitor deste folheto estiver a lê-lo estará
totalmente superada em muito esta avaliação.
Mas se nos detivéssemos para traçar por um momento a
história do progresso moderno, surpreender-nos-íamos ao comprovar que não há
mais 200 anos o mundo inteiro ingressou nesta era de progresso sem precedentes.
Efetivamente, que encontramos no mundo por volta do século
XVII em matéria de meios de transporte e comunicação, de máquinas par produções
diversas e , em geral, em tudo quanto afeta a vida particular e pública?
Praticamente, não há muita diferença com o mundo de há cinquenta séculos.
Perguntamo-nos: Como se arranjariam aqueles nossos
antepassados para transferirem-se de um lugar para outro ou comunicarem-se nos
casos de emergência?
E imaginando-nos em lugar daqueles homens da antiguidade,
experimentamos como uma sensação de sufocamento, porque a lentidão forçosa das
viagens e meios de comunicação antigos, contrasta enormemente com a rapidez dos
meios aos quais estamos acostumados e que ainda tratamos de aperfeiçoar
constantemente, por isso que os achamos lentos. Tal é o afã de velocidade que
caracteriza nossa época. Contudo, ainda que não nos saibamos dar a explicação a
nós mesmos, faz menos de dois séculos que se considerou perigoso fanatismo e
loucura a própria idéia de querer viajar a maior velocidade que vinte e cinco
quilômetros por hora. Depois que Stephenson iniciou com êxito o transporte
ferroviário entre Stockton e Darlington (Inglaterra), a 27 de setembro de 1825,
e a idéia prometia abrir caminho em outros países, houve na America do Norte, alguns
religiosos que opuseram os seguintes reparos, curiosos, por certo, a uma
sociedade que solicitara o uso de certa sala para discutir a questão. “Sois
bem-vindos” , disseram, “para discutir nesta casa qualquer questão razoável;
mas coisa como estrada de ferro e telégrafo são impossibilidades que raiam na
incredulidade... Se Deus houvesse determinado que Suas criaturas inteligentes viajassem a vapor na assustadora
velocidade de vinte e cinco quilômetros por hora, Ele o haveria predito
claramente por meio de Seus santos profetas. Isto é uma invenção de Satanás.”
Assim se falava menos de 200 anos atrás.
Newton, o grande cientista inglês, famoso por haver
descoberto as leis da gravitação, predissera em sua avançada idade, baseando-se
em certas observações, que chegaria o tempo em que os homens viajariam à
velocidade de oitenta quilometros por hora. Voltaire, o céptico francês,
ridicularizou-o, não crendo na possibilidade de semelhante coisa. Que diria,
porem, aquele céptico famoso, se ressurgisse hoje e visse que os póprios
cálculos de Newton foram grandemente sobrepujados? Pensemos nos incríveis
avanços que que dispomos em nosso cotidiano apenas falando sobre os
transportes.
Transformações surpreendentes se têm produzido através dos
anos, ou melhor, dos dias. O gênio do homem criou máquinas e tirou da Natureza
segredos que quase conferiram ao homem a onipotência.
Mas, volvendo à questão de como se arranjariam nossos
antepassados, que diríamos ao descobrir como procediam os médicos em caso de
uma afecção grave ou ao terem que efetuar uma urgente intervenção cirúrgica
para salvar a vida de alguma pessoa? Estremeceríamos com somente pintar o
quadro da imaginação. Naquesles dias anteriores a Jenner, Lister ou Pasteur, se
era preciso amputar um membro, por exemplo, robustos jovens sujeitavam o
paciente enquanto o cirurgião lhe serrava o braço ou a perna. Nada se sabia de
anestesia, antissepsia nem esterilização. Não era de se estranhar, então, que
depois de sofrer dores atrozes, a maiorparte dos que se submetiam a essas
operações morresse de gangrena ou alguma outra infeção. Diz W.J.Cunningham; “Os
métodos cirúrgicos de há um século não merecem outra qualificação que a de
bárbaros, se os compararmos com os que se empregam nos tempos atuais. A
cirurgia tem feito mais progressos nos últimos cem anos que nos dois mil anos
precedentes. Quando uma bala de canhão destroçou o braço de Nelson, teve ele
que sofrer a amputação sem anestesia, e o método empregado então para conter a
hemorragia era submergir em breu o côto do membro.” Certo, devemos sentir-nos
agradecidos à Ciência por nos haver livrado de tão horríveis tormentos!
Algumas Maravilhas Modernas
Ao considerar a vasta
transformação operada no mundo pelo gênio do homem, temos forçosamente que
admirar-nos. Mas se sua inventiva transbordante nos surpreende, o que mais nos
aguça a curiosidade é que todo esse prodigioso incremento científico se produz,
como já mencionamos, desde meados do século XVIII em diante. Uma breve
enumeração dos principais inventos nos convencerá disso. O gás de iluminação,
1798, o prelo a vapor, 1803, o navio a vapor, 1807, a locomotiva, 1814, os
fósforos, 1820, a ceifeira e trilhadeira, 1834, a eletroptia, 1837, o
transatlântico a vapor, 1838, a fotografia, 1839, a máquina de costura, 1841, o
telégrafo elétrico , 1844, a anestesia por óxido nitroso, 1844, anestesia pelo
éter, 1846, primeiro cabo submarino, 1858, máquinas de escrever, 1867, freios
automáticos, , 1872, telefone, 1876, fonógrafo, 1877, luz elétrica, 1878, sismógrafo, 1880, turbina a vapor, 1883,
linotipo, 1886, carros elétricos, 1889, automóvel, cerca de 1890, raios X,
1895, cinematógrafo, 1895, telégrafo sem fios, 1896, rádio, 1898, aeroplano,
primeiro vôo de Santos Dumont, 1906, telefone sem fios, 1915, rádio, 1921,
telefotografia, 1924. Daí para cá, outras maravilhas de inventos novos e
aperfeiçoamento dos antigos tem desfilado ante nossos olhos deslumbrados.
Pensemos nas maravilhas tecnológicas que temos em nossos dias.
Como contraponto, poderíamos dizer que o homem, como indivíduo,
como ser humano, está sofrendo como nunca dantes, porque pensaram em tudo nesta
corrida maluca rumo ao progresso e nesta reengenharia dos meios e métodos
globalizantes da Nova Ordem Mundial ,e o
homem em si, ficou relegado a segundo plano e sofre como nunca dantes numa
sociedade pós-cristã, com ausência de bons valores.
Mas, voltando ao assunto
Ciência, depois de tudo quanto foi exposto, cabe a pergunta: “Porque teve o
mundo que esperar tantos séculos para sair das rudimentares condições antigas e
entrar nesta de progresso sem precedentes que o transformaram inteiramente?
Salvo pouquíssimas invenções, como por exemplo a bússola e a imprensa, não se
produziram outras importantes que tirassem a humanidade de sua rotina habitual.
Por quê? Tornamos a perguntar. Qualquer filosofia que fizéssemos do fenômeno
nos deixaria sempre perante uma incógnita, a menos que quiséssemos aceitar as
asserções do Livro mais sábio, conhecido pelos homens, e por nós chamado
Escrituras Sagradas ou Bíblia. Em suas páginas se desvenda o mistério do
despertar repentino da Ciência, e da concentração, numa época, de tôdas as
invenções que teriam de desfilar perante a humanidade em marcha para a
realização de grandes e transcedentais propósitos.
Uma Explicação Autorizada
O Senhor Jesus Cristo, ao
traçar a série de acontecimentos que haveriam de preceder o estabelecimento
final de Seu eterno reino de amor, paz e felicidade sobre a Terra, indicou o
seguinte, como ponto culminante e decisivo: a pregação universal de Seu evangelho.
Suas palavras foram estas: “E este evangelho doi reino será pregado em todo o
mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.” – Mateus 24:14.
É evidente que uma tarefa
semelhante tornaria necessária a provisão de meios que permitissem sua realização.
Devemos admitir, pois, que a Ciência tem no mundo uma elevada missão a cumprir.
E não importa que a maldade do homem haja desviado, de forma desastrosa para o
mundo, os nobres fins que a Providência fixou a essa Ciência que nos distingue.
Seu objetivo primordial não fica anulado. Ela há de prover ao mundo cristão
todos os elementos necessários para fazer chegar até ao último habitante da
Terra a mensagem de um Deus que o ama e anela salvá-lo do caos que se avizinha
rapidamente.
Na profecia de Daniel que se encontra nas Sagradas Escrituras e
foi dada uns cinco séculos antes de Jesus cristo, há uma maravilhosa passagem
alusiva ao tempo do fim da história humana, tempo em que Deus há de intervir
para pôr em ordem as coisas da Terra. Diz assim: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do
tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se
multiplicará.” - Daniel 12:4.
Quer esse texto se refira à ciência em geral ou, como parece depreender-se de
algumas versões, à ciência teológica em particular, o caso é que ela haveria de
multiplicar-se no “tempo do fim”. E em nossa época, precisamente, o que por
certo não deixa de ser notável, vemos aparecerem de repente essas duas
orientações do saber, e continuar juntas sua carreira como en caminhadas para
um mesmo fim; por um lado a enorme evolução dos conhecimentos científicos que
abriram as portas a tôdas as comodidades e investigações, e por outro, os
estudos das Sagradas Escrituras e em especial das profecias de Daniel, que têm
sido aprofundados com o auxílio dos descobrimentos arqueológicos e do trabalho
dos paleógrafos, linguístas e orientalistas.
Cada uma das profecias de
Daniel, cuja autenticidade e época estão já plenamente comprovadas, indica os
nossos dias como “o tempo do fim” , tempo em que, segundo a declaração de
Jesus, o evangelho será pregado em todo o mundo e ocorrerá Seu advento em
glória.
Além disso, muitos
acontecimentos de tremenda significação nos mundos político, social, econômico
ed religioso, se acumulam sobre nossa época e pressagiam desenlaces
gravíssimos, ao ponto de levarem estadistas de renome a dizer que estamos n os
aproximando do fim de nossa civilização. Estes fatos e afirmações são como que
um eco destas outra palavras de Jesus, referentes ao tempo de Seu glorioso
regresso. “Na Terra, angústia das Nações... homens desmaiando de terror, na
expectação das coisas que sobrevirão ao mundo.” – Lucas 21:25-26. Esse tempo
chegou, sem dúvida, e , como consequência, a hora para a obra final do
evangelho, obra que seria possível unicamente ao se encurtarem as distâncias
que separam os povos e facilitar-lhes o conhecimento e as relações mútuas. E
issó é o que se conseguiu, precisamente, mediante a ciência moderna.
As escolas, os sistemas de
higienização, as comunicações rápidas e fáceis (a fantástica Internet) e a
difusão extensíssima da Bíblia, que circula já em mais de mil idiomas, abrem
caminho a cumprimento do programa traçado por Jesus: Ide, ensinai, curai os
enfermos, pregai o evangelho.
Nos velhos tempos nossos
antigos diziam: “Quando os homens voarem pelos ares e os carros andarem sem
cavalos, virá o fim do mundo.” Dissessem-no por ironia ou porque o acreditassem, o certo é que essas palavras
parecem um eco das profecias da Escritura Sagrada. Os tempos que vivemos se
proclamam únicos na Hístória por suas ciência; e o fim supremo e primordial
dessa ciência não é o de destruir a humanidade, senão o de facilitar sua salvação, mediante a proclamação mundial
do evangelho, depois do que, como disse Jesus, “virá o fim”.
Coerente, pois, com os
fatos que confirmam a exatidão da profecia divina, creiamos nesse evangelho que
hoje se proclama em todo o mundo e que anuncia o pronto advento do eterno reino
de paz; e creiamos em Jesus Cristo nosso Salvador, por
quem, unicamente, poderemos ter entrada nesse reino que é a prometida herança
dos mansos e dos limpos de coração.
O PONTIFICADO DE SÃO PEDRO
Existia, entre os antigos gauleses, o raro costume de
celebrar o solstício de verão,
encerrando nas vésperas, a um homem, dentro de grande cêsto de vime a que
ateavam fogo, e queimavam assim o infeliz. Esta prática pagã continuou entre os
povos cristãos, nas fogueiras com que festejam as vésperas de S.João e S.Pedro:
“Vemos, desta maneira, que um costume da tradição foi introduzido nas cristandade,
se bem que seja uma prática inofensiva, quem negará sua falta de apoio bíblico,
também se tenham insinuado no mundo cristão outras práticas de influência bem
diferente?
Há, com efeito, outro
ensino igualmente arraigado no cristianismo, de natureza exclusivamente
tradicional, mas de grande importância, porque se prende ao fundamento da
igreja verdadeira. Referimo-nos ao pontificado de S. Pedro, exercido, segundo a
tradição, em Roma, durante os últimos 25 anos de sua vida.
Uma Passagem Bíblica de Exegese
Errônea
Pretende-se defender o pontificado do apóstolo S.Pedro
citando uma passagem bíblica que, como todo inciso bíblico que por si só não é
concludente, para ser compreendida é necessário o estudo do contexto e de
outras passagens relacionadas com o tema.
Para o cristão, a base de sua doutrina e crença religiosa é
a Escritura Sagrada que, mediante a evidência de sua inspiração divina, põe
termo a tôda discussão doutrinária.
Alguém dirá que as Escrituras exigem, como guia espiritual,
a interpretação correta de quem esteja autorizado a fazê-lo. A melhor resposta
a esta objeção é a que foi dada por um dos padres da igreja, Sto. Irineu, que
ensinava: “O sentido das Escrituras é facilmente compreensível a todo espírito
reto e humilde. Se existem passagens obscuras, estas se explicam pelas que são
mais claras, de tal sorte que a Escritura se explica pela própria Escritura, e
não há necessidade para sua interpretação, de qualquer auxílio estranho.” E
acrescenta: “Acerca das grandes questões da fé e da salvação, não é possível
haver qualquer incerteza: a Bíblia é clara.”
Com este critério em vista, explicando as Escrituras pelas
mesmas Escrituras, procederemos a um breve estudo do assunto em aprêço.
O principal texto sôbre que pretende apoiar-se o pontificado
de S;Pedro e seu direito a ele conferido por Jesus Cristo mesmo, encontra-se no
capítulo 16 do Evangelho de S.Mateus. Esta passagem é inspirada e tem um
significado que nos cumpre conhecer. Mas também
são inspiradas as demais passagens do Nôvo Testamento, as quais nos
indicam a posição de São Pedro entre os outros discípulos.
Certa ocasião, Jesus fêz anos discípulos a pergunta
seguinte: “ Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” Eles responderam: “ Uns
João Batista, outros Elias, e outros Jeremias ou um dos profetas.” Jesus
ausculta, então, o sentimento dos discípulos, fazendo-lhes a pergunta: “E vós, quem dizeis que Eu sou? E Simão Pedro,
respondendo, disse: Tu é o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
“E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem aventurado és tu, Simão
Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas Meu Pai, que está nos
Céus. Pois também Eu de digo que tu és Pedro, e sôbre esta pedra edificarei a
Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e Eu te darei
as chaves do reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos
Céus; e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.”
Devem ser consideradas
várias importantes declarações nas palavras que Jesus disse a S.Pedro.
Primeira: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.” Para a
compreensão de uma passagem, o idioma original deve ser de importância capital,
e precisa ser consultado quando o assunto é pouco claro ou debatido. O
evangelho de S.Mateus foi escrito originalmente em aramaico, mas chegou até nós
em grego, e é desta língua que nos iremos valer. Neste caso, duas palavras têm
sentido especial: “Tu és Pedro (em grego Petros), e sobre esta pedra (em grego
petra) edificarei a Minha Igreja.” De fato “petros” é um seixo, um pedaço de
pedra, e “petra”, uma rocha. Então S.Pedro, “petros.” não era o fundamente, mas
sim Cristo, que é a “Rocha.” Dissemos que a Bíblia se explica a si mesma, e
este ponto desejamos demonstrar. S.Paulo, falando sobre o fundamente dos
apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
ao qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo do Senhor.”
(Efésios 2:20 e 2l)
Foram os apóstolos, todos
de igual maneira, os primeiros que concorreram para a edificação da Igreja
Cristã, mas firmados na “pedra angular,” Jesus, o Filho de Deus.
Outras passagens
confirmam a interpretação: “Jesus Cristo... é a pedra que foi rejeitada por
vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro
há salvação, porque também debaixo do Céu nenhum outro nome há, dado entre os
homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4;10-12) O mesmo apóstolo S.Pedro
chama a Jesus Cristo; “a pedra principal da esquina, eleita e preciosa, ... a
pedra que os edificadores reprovaram,” que “foi a principal da esquina: e uma
pedra de tropeço e rocha de escândalo.” “E quem nela crer não será confundido.”
(I S.Pedro 2:4-80) E o apóstolo S.Paulo,
por sua vez, também disse: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do
que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Coríntios 3:11) Esta
interpretação, correta e positiva exposta com clareza pelas Escrituras, é a
mesma que foi dada pelos cristãos dos primeiros séculos, o que é outra prova
que se apresenta em seu favor.
A opinião de Pais da Igreja
Possivelmente o mais
acatado dentre os padres da Igreja Católica é Santo Agostinho, e é ele quem
diz, comentando a passagem que estamos estudando: “Tu és Pedro, e sobre esta
pedra edificarei a Minha Igreja, deve entender-se: sobre Aquêle a quem Pedro
confessara, dizendo: Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo. E que Pedro, apelidado
de pedra, representava a pessoa da Igreja, que está edificada sôbre a rocha e
recebeu as chaves do reino dos Céus. Pois não diz: Tu és a rocha (petra), mas : Tu és Pedro (petros).” - Retractaciones, 1:21.
O próprio Santo Agostinho
declara: “Sobre esta rocha que tu confessaste, edificarei a Minha Igreja;
Cristo mesmo era a rocha.” – Opúsculo 124, sôbre S. João.
Outros padres também não
entenderam que S. Pedro houvesse recebido supremacia, pois dizem “Mas Eu também
te digo, que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja, isto é,
sobre a fé da confissão” – São João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla no
Século IV. Homília 54.
“Sobre esta rocha da
confissão está edificada a Igreja. A fé
é o fundamento da Igreja. Mediante esta fé as portas do inferno são
impotentes contra ela. Esta fé tem a posse das chaves do reino dos Céus.” – De
Sto Hilário, bispo de Poitiers, do século IV, Sôbre a Trindade.
As chaves do
Reino dos Céus
Vejamos nos Evangelhos as
palavras: “E Eu te darei as chaves do reino dos Céus.” (S.Mateus, 16;19) Se
lermos também as palavras de S. Mateus, cap 23, v.13, e de S. Lucas, cap.11,
v.52, dirigidas pelo Senhor Jesus aos escribas e fariseus, dos quais se diz que
tinham a “chave da ciência, e fechavam aos homens “o reino dos Céus, “ torna-se
evidente que as chaves em aprêço são as Escrituras Sagradas, cuja obediência
nos prepara para a salvação. Tanto a porta, pois, como as chaves, são
alegóricas, como também alegòricamente entendemos o dito do Senhor: “Eu sou a
porta; se alguém entrar por Mim, salvar-se-á.’ (S.João 10:90
E acrescentamos agora a
mensagem de Jesus a Sua igreja, na qual Ele Se denomina a Si mesmo o “santo, o
que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre.” (Apocalípse
3;70)
A
Igreja tem Autoridade
O Senhor disse mais: “E
tudo o que ligares na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligares na
Terra será desligado nos Céus.” Esta não é uma prerrogativa de S.Pedro somente,
pois logo Jesus, falando ao grupo dos discípulos, pluralizou a expressão,
dizendo: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na Terra será
ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.’
(S.Mateus 18:18)
A Igreja, pela autoridade
das Escrituras e sob a direção do Espírito Santo, tem o direito de disciplinar
os membros e unificar as doutrinas, não requerendo, para isso, um chefe como
árbitro, nem como mandatário.
Apascenta
Minhas Ovelhas
O pontificado também quer
basear-se , quanto à supremacia de S. Pedro, nas palavras que Jesus lhe dirigiu
junto ao mar de Tiberíades, depois da ressurreição. Havendo-lhe perguntado três
vezes: Amas-me?” disse uma vez: “Apascenta os Meus cordeiros.” E duas vêzes
Jesus ainda lhe falou: “Apascenta as Minhas ovelhas.” (S.João 21:15-17)
O apóstolo havia triste e
vergonhosamente negado a seu
Senhor, depois de Lhe
haver assegurado sua lealdade a todo custo. Mas o carinhoso e benévolo olhar do
Salvador lhe inspirou sincera contrição, induzindo-o a chamar a Deus até
triunfar sôbre si mesmo. Pedro se convertera, mas se sentia indigno de ser
apóstolo de Cristo. Por isso o anjo mencionou especialmente o nome dele, ao
enviar a mensagem, depois da ressurreição de Cristo: “Mas ide, dizei a Seus
discípulos, e a Pedro, que Ele vai adiante de vós para a Galiléia.” (S.Marcos
16:7) E quando os viu na Galiléia, Jesus mesmo quis reabilitar o apóstolo
diante de seus companheiros, e lhe dirigiu a palavras de modo positivo, mostrando-lhe
que a condição para o apostolado é o amor e não o impulso ou a arrogante profissão de lealdade.
Falou a ele, porquanto era ele o que mais necessitava e porque , graças a sua
genuína e recente conversão, estava em condição de desempenhar uma importante
função entre os irmão, tanto naqueles dias como nos anos subsequentes.
É evidente a importância
da missão do apóstolo S.Pedro entre os gentios. Teve entre os judeus a mesma
responsabilidade que S.Paulo teve entre os gentios. E, fora deste, é ele, com
S.João, o apóstolo de maior influência. Mas nenhuma palavra de Cristo,
especialmente dirigida a ele, por quaisquer razões pessoais, se aplicaria mais
tarde a qualquer bispo ou série de bispos. Assim não entenderam os padres da
Igreja.
Não Existem Provas Ulteriores
da Supremacia do Apóstolo S.Pedro
Esclarecidas as passagens
com que se pretende manter a idéia da supremacia de S. Pedro, e não havendo
nenhuma razão que justifique a crença de haver sido ele nomeado papa, sigamos
agora a vida do apóstolo desde as palavras do Senhor, anteriormente comentadas.
Pouco depois da suposta
investidura de S. Pedro, Jesus teve que repreendê-lo severamente: “Para trás de
Mim, Satanás, que Me serves de escândalo,” disse-lhe o Senhor. (S.Mateus 16:23)
O grande apóstolo havia servido de instrumento do tentador. Precisava corrigir
seu caráter e submeter-se à direção divina. Só assim poderia chegar a ser o
convincente pregador que contribuiria para a conversão de milhares de pessoas.
Quando os discípulos
perguntaram a Jesus: “Quem é o maior no reino dos Céus?” (S Mateus 18:1), o
Senhor não Se aproveitou da ocasião para estabelecer a superioridade de
S.Pedro, mas antes disse que deviam ser todos como meninos humildes, sem
pretensão a títulos de grandeza.
“Então Jesus, chamando-os
para junto de Si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são êstes
dominados, e que os grandes exercem autoridade sôbre êles. Não será assim
entre vós.” (S.Mateus 20:25 e 26) Entre os discípulos não haveria grandes
nem potentados.
O grande encargo de Jesus
a Seus discípulos, antes da ascensão, foi: “Portanto ide, ensinai tôdas as
nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo;
ensinando-as a guardar tôdas as coisas que Eu vos tenho mandado: e eis que Eu
estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (S.Mateus 28:19 e
20) O encargo é uniforme: o poder dado é o mesmo para todos, e com todos
estaria Ele, de igual maneira, para dirigi-los, e não por intermédio de um
chefe visível.
No livro de Atos, em que
se relata a atuação dos apóstolos na igreja organizada, é onde se devia
manifestar, necessariamente, a exaltada posição de S Pedro como papa, se tal
fôsse sua autoridade. Nesse livro, porém, só se observa o fato de ser a hierarquia igual, a mesma entre os
apóstolos. Já no primeiro capítulo se vê que não é S.Pedro quem nomeia o que
devia tomar o lugar vago com a morte do traidor Judas, mas a Igreja, a
coletividade dos fiéis.
Outra passagem
concludente no livro de Atos reza assim: “os apóstolos, pois, que estavam em
Jerusalem, ouvindo que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram para lá
Pedro e João.” (Atos 8:14) - Não foi
S.Pedro que, como Papa (como muitos supõem) que mandou alguém para lá por estar
ele revestido de autoridade especial, pelo contrário, ele é que foi mandado.
Não comentaremos o
concílio realizado em Jerusaleém, no ano 48 ªD., em que os apóstolos e outros
crentes se reuniram, sem que S.Pedro tivesse preeminência entre êles. Do relato
se depreende que era, de preferência, S.Tiago quem presidia e orientava o dito
concílio.
Nas epístolas de S.Paulo
notamos que o apóstolo aos gentios ignorava, por completo, a autoridade
pontifícia de S.Pedro. Disse ele aos corintios: “Visto que em nada fui inferior
aos mais excelentes apóstolos; ainda que
nada sou.” (II Coríntios 12:11) O
apóstolo que escreveu estas palavras era a mais alta expressão do genuíno
cristianismo, e nunca se haveria igualado a S.Pedro, houvesse este sido
exaltado por Jesus Cristo ao pôsto que agora se lhe atribui.
Ainda encontramos o seguinte:
“E conhecendo Tiago, Cefas (Pedro) e João, que eram con siderados como as colunas, a graça que se
me havia dado, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé...”
(Gálatas 2:9) Esta expressão denota igualdade entre os apóstolos. O relato se
torna grave no versículo onze: “E, chegando Pedro a Antioquia, se lhe
resisti na cara, porque era repreensível.”
S .Pedro não era uma rocha inabalável, estava sujeito a errar. Nunca foi
papa, mas foi um homem de Deus, usado pelo Espírito Santo no sentido de consolidar a igreja primitiva.
Cristo é o fundamento e a
cabeça da Igreja. Sua firmeza e direção, mediante Seu único e legítimo
representante, o Espírito Santo, garantem a vitória de Seu povo contra as
potestades das trevas, e podem assegurar a vitória e exaltação de todo crente
que, como os apóstolo, depositar nEle a fé, servindo-O com amor.
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